Saltar para o conteúdo

Estas simples crepes de fiambre e queijo do Laurent Mariotte vão substituir a tua tradicional tosta de queijo.

Mãos enrolando uma crepe com queijo. Ao lado, presunto, creme e frigideira com manteiga.

Algumas noites durante a semana pedem algo quente e cheio de queijo, mas a ideia de tirar mais aparelhos do armário é simplesmente exaustiva.

Quer conforto, rapidez e um jantar que mantenha toda a mesa em silêncio durante pelo menos dez minutos. O chef francês de televisão Laurent Mariotte tem uma resposta simples: transformar crepes salgadas básicas em “tostas mistas” de fiambre e queijo enroladas, que se douram na frigideira em poucos minutos e desaparecem quase tão depressa.

Uma resposta francesa ao cansaço da tosta mista

O clássico croque-monsieur reina há muito nos snack-bares franceses e nas cozinhas de família. Pão branco espesso, fiambre, queijo de sabor intenso, muitas vezes um béchamel rico por cima: é como um abraço, mas pode parecer pesado, sobretudo numa noite de trabalho. A ideia de Mariotte mantém os mesmos sabores reconfortantes, mas troca o pão por crepes finas.

Em vez de empilhar fatias, enrola-se o recheio lá dentro. O resultado parece mais um wrap, cozinha como uma quesadilla e sabe a um croque mais leve, com bordas estaladiças. As extremidades chispeiam na manteiga, o interior fica macio e elástico com o queijo derretido, e cada cilindro assenta bem na mão - coisa que as crianças tendem a adorar.

As crepes de fiambre e queijo trazem o sabor do croque-monsieur, mas num formato mais fino, rápido e fácil de partilhar.

Em França, estas crepes já circulam como um “salva-jantar” para pais: crepes compradas ou sobras de crepes caseiras, algumas fatias de fiambre, queijo ralado e uma colher de natas. Sem sanduicheira, sem pré-aquecer o forno - apenas uma frigideira e 20 a 25 minutos.

O que entra nas crepes de fiambre e queijo ao estilo Mariotte?

A base é extremamente acessível. A maioria das casas tem quase tudo à mão.

  • Crepes simples, caseiras ou de supermercado, finas e flexíveis
  • Fatias de fiambre cozido ou peru
  • Queijo ralado que derreta bem: Emmental, Gruyère, mozzarella para cozinhar ou uma mistura
  • Natas (de preferência mais espessas), para manter o recheio macio
  • Um pouco de mostarda suave, para um toque ligeiramente picante
  • Manteiga, para aquela crosta dourada e com sabor a frutos secos na frigideira
  • Sal, pimenta e, talvez, noz-moscada, a clássica companheira francesa dos pratos com queijo

O que muda face a uma tosta mista é a proporção. Normalmente, o pão domina. Aqui, a crepe mantém-se fina e funciona mais como um invólucro do que como uma grande componente de amido. Isso desloca o prato para mais proteína e gordura, com hidratos de carbono presentes, mas menos “pesados”.

Elemento Tosta mista / croque clássico Crepe de fiambre e queijo
Invólucro principal Fatias de pão espesso Crepe fina de trigo
Textura exterior Estaladiça, por vezes gordurosa Ligeiramente estaladiça, mais delicada
Recheio Fiambre e queijo, muitas vezes béchamel Fiambre, queijo, natas e temperos
Cozedura típica Sanduicheira ou forno Dourada na frigideira com manteiga
Forma de servir Sanduíche inteira Rolinhos ou rodelas de rolinho

Esta ideia de “tosta mista enrolada” funciona com sobras de crepes, restos do frigorífico e uma única frigideira.

Como montar o rolinho de crepe perfeito

Fazer isto em casa mal exige livro de receitas, mas a técnica importa se quiser um rolo bonito, bem fechado, e queijo que derreta mesmo.

Passo 1: Temperar a base de natas

Misture as natas com uma colher pequena de mostarda suave, uma pitada de sal, pimenta e noz-moscada ralada, se gostar. Prove antes de avançar. Este molho envolve o fiambre e o queijo e impede que o recheio seque na frigideira.

Espalhe uma camada fina destas natas sobre uma crepe aberta. Deixe uma margem de 1 cm à volta; caso contrário, o recheio pode escorrer assim que o queijo começar a borbulhar.

Passo 2: Dispor fiambre e queijo

Coloque meia fatia de fiambre ao centro, ou uma fatia inteira se a crepe for grande. A ideia é formar uma faixa compacta que vá da esquerda para a direita sem criar um “monte” num só ponto. Cubra com bastante queijo ralado.

O queijo ralado derrete mais depressa do que as fatias, o que ajuda quando cozinha em lume médio e não quer que o exterior queime antes de o interior amolecer.

Passo 3: Enrolar bem, como um wrap

Dobre as duas laterais para o centro, por cima do recheio. Depois enrole de baixo para cima, apertando ligeiramente, para criar um cilindro bem justo. A junção deve ficar numa das faces: será essa a primeira a ir para a frigideira, virada para baixo, para selar com o calor.

Repita com as restantes crepes até ter um tabuleiro cheio de rolinhos compactos, prontos para a frigideira.

Bordas douradas e centro cremoso em minutos

Aqueça uma frigideira grande em lume médio. Junte um pedaço de manteiga e espere que espume. Coloque os rolinhos com a junção virada para baixo, sem encher demasiado a frigideira. O primeiro minuto fixa a forma; só os mexa quando a base começar a ganhar cor.

Cozinhe cerca de dois a três minutos por lado. Vire com cuidado com uma espátula. Procure um dourado claro, não castanho escuro, e a sensação nítida de que o queijo derreteu lá dentro. Se estiver a fazer uma grande quantidade, baixe ligeiramente o lume para que as crepes não escureçam mais depressa do que o recheio amolece.

Uma tampa ajuda: tape a frigideira durante um minuto perto do fim, para reter o calor e acelerar o derreter. Depois destape para manter o exterior estaladiço em vez de húmido.

O truque é simples: lume moderado, junção virada para baixo primeiro, uma tampa durante um minuto - e o queijo derrete sem queimar a crepe.

Corte os rolinhos na diagonal para um aspeto “croque”, ou mantenha-os inteiros para adolescentes com fome. Termine com pimenta-preta moída na hora e sirva de imediato, enquanto o queijo ainda estica ao separar.

Do jantar a meio da semana a comida de festa

Este formato adapta-se a mais momentos do que a tosta mista clássica. Como prato principal, dois ou três rolinhos com uma taça grande de salada fazem um prato satisfatório. Para um convívio com bebidas, crepes mais pequenas cortadas em pedaços substituem canapés de compra.

Ideias para personalizar o recheio

  • Troque o fiambre por sobras de frango assado ou fatias de peru.
  • Acrescente uma faixa de cogumelos salteados ou espinafres para mais legumes.
  • Use queijos mais intensos como Comté, cheddar curado ou raclette para um perfil mais marcado.
  • Dispense a carne e aposte em legumes assados com uma boa mão-cheia de queijo para uma versão vegetariana.
  • Polvilhe mais queijo por cima e termine sob o grelhador para um resultado mais gratinado.

As sobras aguentam um a dois dias no frigorífico, bem embrulhadas. Reaqueça lentamente numa frigideira com um toque de manteiga ou num forno baixo. O calor suave mantém as crepes macias e evita a textura borrachuda que uma potência alta no micro-ondas pode causar.

Uma versão mais leve que continua a saber a “gulodice”

Do ponto de vista nutricional, trocar pão por crepes pode reduzir alguns hidratos de carbono, sobretudo se usar crepes finas e evitar uma camada extra de béchamel. O prato continua a trazer gordura e sal, claro, mas é mais fácil controlar as quantidades do que com pão espesso embebido em manteiga.

Acompanhar os rolinhos com legumes crus ou uma salada verde mais ácida equilibra o prato. O contraste quente-frio também torna a refeição mais interessante: rolinhos quentes e cheios de queijo de um lado, folhas crocantes ou cenoura ralada do outro.

Para um jantar de dia útil, dois rolinhos de crepe, uma boa montanha de salada e alguns legumes crus costumam satisfazer sem a sensação pesada de um croque tradicional.

Do ponto de vista do orçamento, este tipo de receita também ajuda a gerir sobras. Uns restos de queijo, as últimas fatias de fiambre, meio pacote de natas e aquelas crepes do brunch de fim de semana ganham de repente uma segunda vida. Em muitas famílias em França, esta lógica reduz o desperdício sem dar a sensação de privação.

Para lá do fiambre e queijo: transformar o método num modelo

O verdadeiro valor da abordagem de Mariotte está menos nos ingredientes exatos e mais no modelo que oferece: crepe fina, base cremosa, proteína, queijo, dourar na frigideira. Quando se entende essa estrutura, dá para aplicá-la a outros jantares rápidos.

Pense em versões de brunch com ovos mexidos e salmão fumado, ou numa reviravolta Tex-Mex com frango desfiado, pimentos e cheddar ralado. Uma criança que recusa legumes pode aceitar curgete ou pimento bem picados e bem temperados quando misturados com queijo dentro de um rolinho quente. Torna-se uma pequena ferramenta para pais que tentam mudar hábitos aos poucos.

Há também uma vantagem de tempo. Muitas casas já fazem crepes em quantidade ao fim de semana. Manter uma pilha no frigorífico ou no congelador transforma isto numa opção quase instantânea: descongelar, rechear, enrolar, dourar, servir. Nas noites em que a energia baixa, uma fórmula previsível destas muitas vezes faz a diferença entre mandar vir comida e usar o que já está na cozinha.

Comentários

Ainda não há comentários. Seja o primeiro!

Deixar um comentário